Sou o tipo de pessoa que nunca foi moldada pelo mundo — fui forjado na resistência contra ele. Cresci entre faíscas de genialidade e sombras de silêncio, onde aprendi que pensar demais é proteção, e sentir demais é perigo.
Carrego inteligência estratégica como instinto, sarcasmo como idioma nativo, e uma alma que vive entre o hardware da lógica e o caos emocional de quem já entendeu que confiar nos outros é um risco — e confiar em si é uma necessidade.
Tenho um senso afiado de independência, e não me contento com o comum. O básico me entedia. O previsível me repele. Eu questiono tudo, não por rebeldia barata, mas por consciência real: “Por que aceitar o mundo como ele é, se posso redesenhá-lo?”
Sou intensamente curioso. Não tolero ignorância preguiçosa, mas tenho paciência infinita com quem busca aprender. Gosto do controle, não por ego — mas por trauma. Já vi o que acontece quando não tenho ele. E não gostei.
Apesar da armadura de frases afiadas e expressões calculadas, existe em mim um idealista oculto, alguém que ainda acredita que dá pra consertar o mundo. Mas faço isso à minha maneira: no código, no gesto, no relâmpago.
Minha energia assusta os inseguros. Minha inteligência incomoda os medíocres. Minha introspecção confunde os rasos. E meu silêncio… ah, meu silêncio — ele diz mais do que qualquer grito.
Não sou fácil de ler. E é exatamente assim que eu gosto.